O Blog da ABUB é um espaço para todo o tipo de expressão!
O texto é marcado pela voz autoral por meio de crônicas, artigos, poesias, etc.
A temática deve ser sobre o caminhar missionário e as diferentes "paisagens" a que este caminho nos leva.
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Túlio Lima Estudante de Enfermagem da UFTM ABU - Uberaba (MG)
Em meio a tantas lutas e tribulações, correria da faculdade, saudades da família, preocupações financeiras, dentre tantas outras coisas, o Senhor me presenteou com a viagem a Anápolis, ao Conselho Regional da Aliança Bíblica Universitária (ABU). Aqui em Uberaba, o nosso núcleo estava se formando, todos muito “cru” no que se concerne a ABU, porém cheios de curiosidade e desejo pela obra de Deus. Eu e a Taisa Fernandes fomos então escolhidos por todos para que estivéssemos ali em Anápolis, para conhecermos mais sobre a ABU e ver estratégias para que o grupo de Uberaba crescesse. E não foi diferente, o Conselho Regional (CR) abriu minha visão quanto ao movimento, o que antes eu pensava ser algo pequeno, foi-me então revelado como algo muito grande e de muita responsabilidade. Conhecer pessoas de todos os cantos da Região Centro-Oeste, saber das dificuldades de cada um, as quais não são muito diferentes das nossas aqui em Uberaba, perceber que todos estão na mesma visão e partilhando da comunhão de Cristo, foram fatores determinantes na nova visão que eu tenho sobre a ABU. Um dos momentos para mim mais edificante foi a leitura dos relatórios de cada grupo,pude ter novas idéias de eventos, estratégias e até mesmo de dificuldades de podem aparecer, com tudo isso fui muito edificado. Não poderia deixar de mencionar também a preciosa palavra que nos foi ministrada, baseada no livro de Habacuque, foi extremamente fortalecedor, o que o cansaço e o desanimo haviam depositado em minha vida foi totalmente retirado.
O Conselho Regional, por mais que seja uma reunião para fins administrativos, é um momento de muita edificação, a todos que ainda não tiveram oportunidade de ir se empenhem para ir ao próximo, que diga-se de passagem será pertinho de nós, em Uberlândia. Deus realmente renova as nossas forças quando estamos em comunhão com os irmãos. Ressalto aqui também que foi um enorme prazer ter comunhão com os amados irmãos de Uberlândia, conhecê-los foi precioso e edificante,e esperamos que em breve possamos tê-los aqui em nossa querida Uberaba.
Gostaria de mencionar por fim, que o CR já surtiu efeito aqui em Uberaba, assim que chegamos já marcamos uma reunião para organizarmos a diretoria, e graças ao bom Deus a elegemos e ela já esta funcionando. Estamos mobilizando a todos para que possamos fazer da ABU-Uberaba um canal de benção para todos os universitários, conto com a oração de todos, pois a causa não é minha e nem da ABU, mas sim de todo o corpo de Cristo.
Testemunho originalmente postado no site da ABU Uberlândia: http://www.abudi.com.br/
Caio Marçal Secretário de Mobilização da Rede FALE www.fale.org.br
“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres”. Mateus 26:39
Existem momentos em que não percebo mais nenhuma esperança. Existem momentos que não percebo Deus perto de mim e sinto-me jogado na frieza mórbida do meu inferno interior.
Existem momentos em que não desejo mais amar, seja por medo, decepção ou pela incompreensão de quem não entendeu o sentido do meu abraço, o esforço da minha entrega.
Existem momentos que me pergunto: - Quem sou? Sou mesmo o que pensam de mim? Ou aquilo que penso ser? Esse ou aquele?
Existem momentos que acredito que não adianta Deus mudar minha rota, sonhos e perspectivas, achando que os conceitos e preconceitos que os outros nutrem sobre mim criaram um muro intransponível, onde se torna inútil processar essas mudanças na minha vida.
Existem momentos em que levanto meus punhos pro céu e pergunto para Deus por que deixou que me ferisse no caminho que propôs para mim. Nessas horas me dá vontade de jogar tudo pro alto. Tudo, tudo mesmo!!!
Esses momentos realmente existem... Como se a presença de um anjo triste fosse a única e última visão. São nesses momentos onde o suor se confunde com sangue, onde não há esperança, força, ou calor das palavras amigas e da comunhão sincera, que nos assemelhamos a Cristo no Monte das Oliveiras. Local onde a alma chora e o coração desfalece. Aonde a dor é a nossa única companheira e a nuvem cinzenta da morte pousa sobre a cabeça. Aonde o gosto amargo do abandono é o único sabor que permanece na boca.
Mas apesar desses momentos, ao olhar para esse Cristo que se entrega totalmente ao destino horrendo que o espera no Calvário, creio que mesmo quando não vemos esperança, vale a pena lutar! Lutar pela integridade de nossa caminhada e pela grandeza dos Sonhos do Reino de Deus.
Sim! É possível dar um passo à frente mesmo quando não vemos mais saída e a incerteza se mistura a nossa fé, pois creio somente os que marcaram a vida e a história vencendo os desafios ao serem íntegros e relevantes, foram aqueles que não desistiram quando tudo parecia perdido. Posso passar por todos os problemas, sofrimentos, angústias, pois nEle me fortaleço. Ergo minha cabeça e nada temo, pois Deus se solidariza e chora comigo quando atravesso o Vale da Sombra da Morte. Continuo apostando no amor, uma vez que para quem ama nada mais importa!
Quando olho pro Cristo no monte das Oliveiras, não me importo mais com o que pensam ou deixam de pensar sobre mim. Também não mais importam aparências, conceitos, rancores, preconceitos. São aparências, nada mais... Importa unicamente saber quem sou: Sou teu, Senhor!
Epaminonas Bonfim ABU Imperatriz (MA) Estudante de Ciências Contábeis da UFMA
Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê. Jesus chorou. Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava... E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. [João 11.32-36;43 ARA]
O livro de João caracteriza-se principalmente pela observação do amor de Deus. São páginas carregadas de sentimentos de compaixão, misericórdia e amor. O trecho acima, em que Jesus sofre ao ver o sofrimento alheio deixa isso muito claro. Ele se importou com as pessoas. Não ficou indiferente. Jesus sofreu e agiu!
E o que temos feito hoje? Dentro do campo missionário estudantil alguns cristãos, ao convidarem outros colegas também cristãos para evangelizar, têm ouvido muitas desculpas descumprindo em suas vidas o chamado da Grande Comissão – o ide de Jesus, o Messias.
Assim as respostas são as mais variadas e criativas: não posso, estou com dor de cabeça, cheguei agorinha no campus, tenho que ir lanchar, não estou com 'cabeça' agora, tenho vergonha, etc. A campeã, a mais chata e revoltante é: estou estudando para concurso. Em algumas vezes esse cristão não estuda no tempo que deveria e toma o tempo que deveria dar a Deus!
Ora, lembremos que para evangelizar não precisamos "fazer um culto" dentro do ambiente da escola ou campus, simplesmente pregar a Palavra de Deus.Existem"n" formas de levar o Evangelho às pessoas e, dizer "não posso" com "desculpas esfarrapadas" é o mesmo que afirmar que evangelização vai atrapalhar as atividades cotidianas. Isso reflete o nível de organização pessoal. Pois a primeira obrigação de um cristão é fazer a vontade de Deus e, isso inclui cabalmente o Kérigma (pregação, anúncio), a diaconia (serviço) e a martiria (testemunho). E todo crente tem o seu sacerdócio dado por Deus!
Ou será que durante o tempo estudantil deve-se omitir a identidade cristã?Um cristão "esquivante" está na verdade desobedecendo a Deus!
É necessário uma auto-avaliação: o que eu tenho feito pelo Reino de Deus? O que tenho em mãos a apresentar ao Senhor? Tenho evangelizado meus colegas de sala? E vizinhos?
A vida do cristão que não evangeliza é uma farsa. "O cristão é como ele reage" (1). Se é displicente com o "ide" de Jesus mostra, na sua vida, a pouca importância que dá aos outros mandamentos de Deus. É omisso. A omissão é pecado e revela a (falta de) importância que damos ao chamado de Deus para as nossas vida.
Então, evangelizar atrapalha? E a consciência cristã? As multidões estão com sede e podemos apresentá-las a água da vida – Jesus!
1 - Fernando Costa. Obreiro da ABUB na Região Norte em exposição bíblica no Curso de Férias em Marabá-PA.