19.11.09

A partida, a partilha

Flávio Américo
Mestrando em História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
ABU Natal (RN)


O que era uma grande celebração,
Da libertação, a lembrança,
Foi mudando um pouco a cara


Pois Ele, justo e majestoso,
Queria servir aos próprios servos
E parecia dar adeus.

Como poderia Pedro entender?

O partir do pão
O partir de Deus
O partir do Mundo
O tomar do vinho
O tomar das vestes
O tomar a culpa

O que era uma grande celebração,
Da liberdade final, a lembrança,
Está mudando um pouco a cara

Pois eles, tão parecidos com Ele,
De Estados e estados diferentes,
Serviram-me de amor, fé e esperança
E ensinaram-me a vida dar a Deus.


Certo que não os verei mais nesse mundo,
Como posso entender tal dor?

O repartir do pão
Deus compartilhado
O partir do irmão
O tomar do fruto
O amor doado
O tomar coragem de pedir desculpa


Agora, celebramos em memória,
Choramos por saudade antecipada
E cantamos “Maranata”!

Mas chegará o Dia Glorioso!
Nele, a tristeza pegará o caminho de casa;
A alegria será titular vitalícia;
A saudade será coisa do passado;

E o amor aquecerá os corações (e)ternamente...

11.11.09

Unidade, renovo e alegria: testemunho sobre o Conselho Regional!

Túlio Lima
Estudante de Enfermagem da UFTM
ABU - Uberaba (MG)

Em meio a tantas lutas e tribulações, correria da faculdade, saudades da família, preocupações financeiras, dentre tantas outras coisas, o Senhor me presenteou com a viagem a Anápolis, ao Conselho Regional da Aliança Bíblica Universitária (ABU). Aqui em Uberaba, o nosso núcleo estava se formando, todos muito “cru” no que se concerne a ABU, porém cheios de curiosidade e desejo pela obra de Deus. Eu e a Taisa Fernandes fomos então escolhidos por todos para que estivéssemos ali em Anápolis, para conhecermos mais sobre a ABU e ver estratégias para que o grupo de Uberaba crescesse. E não foi diferente, o Conselho Regional (CR) abriu minha visão quanto ao movimento, o que antes eu pensava ser algo pequeno, foi-me então revelado como algo muito grande e de muita responsabilidade. Conhecer pessoas de todos os cantos da Região Centro-Oeste, saber das dificuldades de cada um, as quais não são muito diferentes das nossas aqui em Uberaba, perceber que todos estão na mesma visão e partilhando da comunhão de Cristo, foram fatores determinantes na nova visão que eu tenho sobre a ABU. Um dos momentos para mim mais edificante foi a leitura dos relatórios de cada grupo, pude ter novas idéias de eventos, estratégias e até mesmo de dificuldades de podem aparecer, com tudo isso fui muito edificado. Não poderia deixar de mencionar também a preciosa palavra que nos foi ministrada, baseada no livro de Habacuque, foi extremamente fortalecedor, o que o cansaço e o desanimo haviam depositado em minha vida foi totalmente retirado.

O Conselho Regional, por mais que seja uma reunião para fins administrativos, é um momento de muita edificação, a todos que ainda não tiveram oportunidade de ir se empenhem para ir ao próximo, que diga-se de passagem será pertinho de nós, em Uberlândia. Deus realmente renova as nossas forças quando estamos em comunhão com os irmãos. Ressalto aqui também que foi um enorme prazer ter comunhão com os amados irmãos de Uberlândia, conhecê-los foi precioso e edificante, e esperamos que em breve possamos tê-los aqui em nossa querida Uberaba.

Gostaria de mencionar por fim, que o CR já surtiu efeito aqui em Uberaba, assim que chegamos já marcamos uma reunião para organizarmos a diretoria, e graças ao bom Deus a elegemos e ela já esta funcionando. Estamos mobilizando a todos para que possamos fazer da ABU-Uberaba um canal de benção para todos os universitários, conto com a oração de todos, pois a causa não é minha e nem da ABU, mas sim de todo o corpo de Cristo.

Testemunho originalmente postado no site da ABU Uberlândia: http://www.abudi.com.br/

16.10.09

Momentos

Caio Marçal
Secretário de Mobilização da Rede FALE
www.fale.org.br



“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres”. Mateus 26:39


Existem momentos em que não percebo mais nenhuma esperança. Existem momentos que não percebo Deus perto de mim e sinto-me jogado na frieza mórbida do meu inferno interior.

Existem momentos em que não desejo mais amar, seja por medo, decepção ou pela incompreensão de quem não entendeu o sentido do meu abraço, o esforço da minha entrega.

Existem momentos que me pergunto: - Quem sou? Sou mesmo o que pensam de mim? Ou aquilo que penso ser? Esse ou aquele?

Existem momentos que acredito que não adianta Deus mudar minha rota, sonhos e perspectivas, achando que os conceitos e preconceitos que os outros nutrem sobre mim criaram um muro intransponível, onde se torna inútil processar essas mudanças na minha vida.

Existem momentos em que levanto meus punhos pro céu e pergunto para Deus por que deixou que me ferisse no caminho que propôs para mim. Nessas horas me dá vontade de jogar tudo pro alto. Tudo, tudo mesmo!!!

Esses momentos realmente existem... Como se a presença de um anjo triste fosse a única e última visão. São nesses momentos onde o suor se confunde com sangue, onde não há esperança, força, ou calor das palavras amigas e da comunhão sincera, que nos assemelhamos a Cristo no Monte das Oliveiras. Local onde a alma chora e o coração desfalece. Aonde a dor é a nossa única companheira e a nuvem cinzenta da morte pousa sobre a cabeça. Aonde o gosto amargo do abandono é o único sabor que permanece na boca.

Mas apesar desses momentos, ao olhar para esse Cristo que se entrega totalmente ao destino horrendo que o espera no Calvário, creio que mesmo quando não vemos esperança, vale a pena lutar! Lutar pela integridade de nossa caminhada e pela grandeza dos Sonhos do Reino de Deus.

Sim! É possível dar um passo à frente mesmo quando não vemos mais saída e a incerteza se mistura a nossa fé, pois creio somente os que marcaram a vida e a história vencendo os desafios ao serem íntegros e relevantes, foram aqueles que não desistiram quando tudo parecia perdido. Posso passar por todos os problemas, sofrimentos, angústias, pois nEle me fortaleço. Ergo minha cabeça e nada temo, pois Deus se solidariza e chora comigo quando atravesso o Vale da Sombra da Morte. Continuo apostando no amor, uma vez que para quem ama nada mais importa!

Quando olho pro Cristo no monte das Oliveiras, não me importo mais com o que pensam ou deixam de pensar sobre mim. Também não mais importam aparências, conceitos, rancores, preconceitos. São aparências, nada mais... Importa unicamente saber quem sou: Sou teu, Senhor!



22.9.09

Leve confiança, suavidade na vida!

Eduardo Oliveira
ABU São Luís (MA)

Estudante de Jornalismo (UFMA)


Parece redundância, mas viver é aproveitar a vida!

É saber aproveitar cada instante, cada momento e situação.

É não ficar preso às dificuldades

E estar pronto para enfrentá-las.

Seria fraqueza por nossa parte

Se ficássemos felizes apenas com os bons momentos

Seria negativo a nós

Se pensássemos somente no que não deu certo.

Viver é saber lidar com todas as situações

É saber equilibrar os momentos:

Não se conformar com o que não foi feito,

Não se exaltar com os planos realizados,

Sabendo que o sonho fracassado

É a chance para um outro começo.

Saber viver não é apenas curtir o momento,

Realizar os sonhos ou ter o par ideal

É entender que os sonhos, planos e desejos

Devem estar centrados no Pai celestial.

Saber viver é deixar de viver

É morrer pra si mesmo, entregar os desejos não mãos do seu Pai.

É entregar-se por completo

Como um rio chega ao mar.

É estar confiante em meio aos desafios,

Sabendo que mesmo que caia no caminho,

Aquele que o chamou pode então lhe levantar.

Saber viver é entregar a vida, os medos e temores

Nas mãos do Pai que um dia lhe criou;

É reconhecer seus pontos fracos,

Dizer que não é nada, frágil e debilitado

E mergulhar bem fundo no rio do Amor.

Não é fazer apenas o correto,

E estar livre ou isento de errar;

É, depois de falhar, buscar o acerto

Ter nas mãos um novo começo

E a chance de acertar.

Saber viver é amar a Deus em todos os momentos

Não apenas quando Ele fala com a gente

Quando as coisas dão certo,

Somos abençoados, entendemos sua vontade

E a sua presença se sente.

É entender que tudo ajuda para o nosso bem,.

Que somos mais que vencedores!

Que não importa o quanto falhamos, quantas experiências já temos:

O sol nasce pra todos,

O amor de Deus não morre!

Um dia Ele vai voltar

Tensões, medos, cargos, títulos: tudo vai acabar!

Sem nome no SPC, sem Campus pra pegar.

Adeus cadeira de férias!

Algo melhor me espera,

Lá vou eu pra meu lugar!

Não vou ter preocupação

Sem ninguém pra me atormentar

Sem a dor no coração

De enfrentar a decepção, após um “fora” eu levar.

Medo da morte não tenho

Muito menos do futuro.

Viver ou morrer?! Tanto faz!

Pois o viver pra mim é Cristo

Se eu morrer eu estou no lucro!

4.9.09

O evangelho te atrapalha?

Epaminonas Bonfim
ABU Imperatriz (MA)
Estudante de Ciências Contábeis da UFMA


Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê. Jesus chorou. Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava... E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. [João 11.32-36;43 ARA]


O livro de João caracteriza-se principalmente pela observação do amor de Deus. São páginas carregadas de sentimentos de compaixão, misericórdia e amor. O trecho acima, em que Jesus sofre ao ver o sofrimento alheio deixa isso muito claro. Ele se importou com as pessoas. Não ficou indiferente. Jesus sofreu e agiu!


E o que temos feito hoje?


Dentro do campo missionário estudantil alguns cristãos, ao convidarem outros colegas também cristãos para evangelizar, têm ouvido muitas desculpas descumprindo em suas vidas o chamado da Grande Comissão – o ide de Jesus, o Messias.

Assim as respostas são as mais variadas e criativas: não posso, estou com dor de cabeça, cheguei agorinha no campus, tenho que ir lanchar, não estou com 'cabeça' agora, tenho vergonha, etc. A campeã, a mais chata e
revoltante é: estou estudando para concurso. Em algumas vezes esse cristão não estuda no tempo que deveria e toma o tempo que deveria dar a Deus!

Ora, lembremos que para evangelizar não precisamos "fazer um culto" dentro do ambiente da escola ou campus, simplesmente pregar a Palavra de Deus.
Existem"n" formas de levar o Evangelho às pessoas e, dizer "não posso" com "desculpas esfarrapadas" é o mesmo que afirmar que evangelização vai atrapalhar as atividades cotidianas. Isso reflete o nível de organização pessoal. Pois a primeira obrigação de um cristão é fazer a vontade de Deus e, isso inclui cabalmente o Kérigma (pregação, anúncio), a diaconia (serviço) e a martiria (testemunho). E todo crente tem o seu sacerdócio dado por Deus!

Ou será que durante o tempo estudantil deve-se omitir a identidade cristã?
Um cristão "esquivante" está na verdade desobedecendo a Deus!

É necessário uma auto-avaliação: o que eu tenho feito pelo Reino de Deus? O que tenho em mãos a apresentar ao Senhor?
Tenho evangelizado meus colegas de sala? E vizinhos?

A vida do cristão que não evangeliza é uma farsa. "O cristão é como ele reage" (1).
Se é displicente com o "ide" de Jesus mostra, na sua vida, a pouca importância que dá aos outros mandamentos de Deus. É omisso. A omissão é pecado e revela a (falta de) importância que damos ao chamado de Deus para as nossas vida.

Então, evangelizar atrapalha? E a consciência cristã?
As multidões estão com sede e podemos apresentá-las a água da vida – Jesus!


1 - Fernando Costa. Obreiro da ABUB na Região Norte em exposição bíblica no Curso de Férias em Marabá-PA.